Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

domingo, 27 de janeiro de 2013

Jesus deixou-Se Sacramentado no tempo em que os homens mais O ofendiam


Primeira Fineza de Jesus Sacramentado para com os homens.

Jesus deixou-Se Sacramentado no tempo em que os homens mais O ofendiam
 


Quando considero as ações de Jesus, amantíssimo Redentor Nosso não posso de modo algum, determinar qual, dentre todas, seja a mais fina e amorosa para com os homens, porque todas igualmente dão a conhecer um amor imenso e infinito. Porém, como o Discípulo mais amado e Secretário do mesmo amor deixou-nos escrito que tendo Jesus amado os Seus, ao fim de sua vida os amou mais: In finem dilexit, hoc est, majora in posterius reservat, como comenta o Doutor Angélico, assim parece que podemos dizer que naquela misteriosa Ceia, em que nos deu Sacramentada Sua carne, excedeu-Se a Si mesmo Seu amor, foi um amor sem semelhante, um amor sem fim: In finem dilexit. É certo que o coração de Cristo foi sempre ferido do amor de suas criaturas. Esse amor O obrigou a baixar do Seio delicioso de Seu Eterno Pai para desposar-Se com a humana natureza; obrigou-O a nascer em um Presépio entre brutos desprezíveis, sendo Que tinha Seu Trono sobre o mais elevado dos Serafins. Finalmente, esse amor O aniquilou, sendo Onipotente; fê-l'O mortal, sendo Eterno, e O fez mendigo trinta e três anos no mundo, cheio de injúrias e de trabalhos. Mas quando, ao despedir-Se dos homens esse Senhor, deixa-lhes por comida Seu Corpo e por bebida Seu Sangue, quem não vê que foi essa a fineza mais excelente de Seu amor, na qual sobressaem os mais subidos quilates de Sua caridade?

Deste amor, pois, ó Almas Católicas, tomo eu aqui o assunto para discorrer, e com palavras toscas mostrar-vos as excessivas finezas que Jesus obrou em deixar-vos o inefável Sacramento do Altar, para que, à vista delas, sobressaiam mais as ingratidões com que o mundo corresponde a Seu Rei Sacramentado.

A primeira fineza que reparo é o tempo em que Jesus nos deixou Sacramentada Sua Carne. Tinha vivido trinta e três anos entre os homens, e só quando a malícia desses mesmos homens havia chegado ao maior excesso que se poderia imaginar de uma criatura, a saber, maquinar a morte ao Seu Criador, então fez alarde Seu amor de dar-lhes a comer, em acidentes de pão, Aquele mesmo Corpo Que eles determinavam fixar numa Cruz. Entendeu Esse finíssimo Amante que o maior benefício só se devia fazer no tempo da mais abominável ofensa. Quando os homens conspiravam contra Sua vida, quando o próprio Discípulo tratava de vendê-l'O a Seus inimigos, então é que Ele lhes dá a comer de Sua Carne e a beber de Seu Sangue. Os grandes incêndios crescem mais com as contínuas chuvas. Era o Coração de Jesus um forno ardente de amor; porém com o aguaceiro de tantos agravos aumentou de modo que O sacrificou sobre um Altar em vivas chamas de caridade. Obrou Jesus com os homens o que faz o sol com a terra, pois os mesmos vapores com que essa obscurece sua luz, converte-os o sol em benéficas águas, que regam e fertilizam seus campos. Anelava o Amante Redentor instituir este Sacramento para desafogo do amor em que ardia, lá quando naquele princípio sem princípio da eternidade Se recreava no peito de Seu Eterno Pai. Veio ao mundo, viveu e conversou conosco muitos anos, sem querer satisfazer a Seu amor com a maior fineza, até que o viu mais ultrajado e mais mal correspondido.

Ah mortais! Assim age conosco um Deus amante. De nossas mesmas ingratidões faz escada Seu amor, pela qual sobe ao mais alto cume da maior bênção. Esperou o amoroso Jesus que a malícia humana chegasse ao maior excesso para executar o favor mais vantajoso. Já os homens O haviam buscado para tirar-Lhe a vida, já O haviam desterrado e obrigado a viver em terras alheias, já O haviam querido apedrejar desumanamente. Mas todos esses agravos não bastam, hão de aumentar mais as ofensas, e, quando as injúrias chegaram ao último, então saiu a campo o Amor, e deu de si a maior prova, que jamais pudesse ou soubesse inventar.

Ó quão diferentes daqueles, provados nos passados séculos, então foram, os efeitos que causou o amor no Coração de Jesus! Naquele tempo, quando os pecados dos homens inundavam toda a terra, provocaram a Justiça Divina a submergir em um dilúvio todo o universo. Porém agora que as culpas dos mesmos homens excedem muito às passadas, não só não os destrói com um dilúvio, senão que (ó maravilha!) os presenteia com as delícias do Seu Sangue. Então, quando o ingrato Judas O vende por um vil preço, toma nas mãos o pão, e, convertendo-o em Sua própria Carne, lhe diz: Come, Judas, que Isto é o Meu Corpo. Ah! que diferentes ósculos são esses daqueles que daqui a pouco tempo Me hás de dar no Horto! Então tu serás o primeiro a por teus sacrílegos lábios em minha boca, mas para entregar-Me a Meus inimigos. Agora sou Eu o primeiro a por Minha boca em teus lábios, mas para comprar-te. Aqui tens Meu rosto pegado ao teu, e Minha boca tocando a tua. Porém quero mais de ti, Discípulo ingrato; come Esta Carne e bebe Este Sangue com Que agora te brinda Meu amor, antes que O derrame teu ódio. Este é o mesmo Sangue Que tu estás tratando de entregar e vender. Leva-O a meus inimigos, porque Eu desde aqui abri minhas veias sobre este Cálice, antes que os açoites na Coluna e os cravos na Cruz não deixem uma só gota em Meu Corpo. Mas, ó Alma Católica! Que conceito forma teu entendimento desse amor imenso de Jesus? Naquela mesma noite em que O venderam, deixou-Se Sacramentado. Quando as criaturas envenenaram o pão para dar-Lhe a morte, então amassa o outro pão com Sangue para dar-lhes inteira vida. E essa é a primeira das Finezas de nosso Rei Sacramentado.


(Finezas de Jesus Sacramentado para con los hombres, e ingratitudes de los hombres para con Jesus Sacramentado. Escrito en Toscano, y Portugués por el P. F. Juan Joseph de S. Teresa Carmelita Descalzo. y traducido en castellano por D. Iñigo Rosende presbitero. Con licencia. Barcelona: En la Imprenta de los Herederos de Maria Angela Marti, Plaza de S. Jayme, año 1775.)

Créditos ao excelente blog: http://gstomasdeaquino.blogspot.com.br/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como assistir com fruto a Santa Missa (Parte I)


A Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é oferecido a Deus nos altares sob as espécies do pão e do vinho consagrados.Trate de compreender bem, caro amigo, que assistindo à Santa Missa é como se você visse o Divino Salvador, quando saiu de Jerusalém para levar a Cruz ao Calvário, onde, no meio dos mais bárbaros tormentos, foi crucificado, derramando até a última gota de seu sangue.

Esse mesmo sacrifício é renovado pelo Sacerdote quando celebra a Santa Missa, com a única diferença que o sacrifício do Calvário foi doloroso para Jesus e foi com derramamento de sangue, ao passo que o sacrifício da Missa é incruento.Como não se pode imaginar coisa mais santa e mais preciosa do que o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo, assim, ao assistir à Missa, você deve estar convencido de que faz a ação mais santa e gloriosa aos olhos de Deus e benéfica para sua alma.

Jesus Cristo vem em pessoa aplicar a cada um de nós em particular os merecimentos daquele Sangue adorável, que derramou por nós no Calvário. Isso deve nos inspirar suma estima para com a Santa Missa e ao mesmo tempo um vivíssimo desejo de assistir bem a ela. O triste fato de vermos tantas pessoas voluntariamente distraídas, sem modéstia, sem atenção, sem respeito, de pé, olhando para cá e para lá, faz-nos pensar que não assistem ao divino sacrifício como Nossa Senhora e São João, e sim, como os Judeus, crucificando outra vez Nosso Senhor, com grande escândalo para os companheiros e desonra para nossa fé!

Assista, pois, meu caro amigo, à Santa Missa com espírito de verdadeiro cristão, meditando a começar pelo dolorosa Paixão que Jesus Cristo sofreu pela nossa salvação. Durante a Missa você deve estar com modéstia e recolhimento que nada possa perturbar. A mente, o coração, todos os pensamentos estejam unicamente ocupados em honrar Deus. Recomendo, faça grande empenho em assistir à Santa Missa todos os dias.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Maria, Nossa Mãe, no Cenáculo (Parte II - Final)



II. A grande missão de Maria consiste em formar Jesus em nós; foi a missão que Ele próprio lhe confiou no Calvário.

Quando, aos pés da cruz, teria preferido morrer com seu Filho, no momento em que a chama de amor do seu coração virginal envolvia o Corpo de Jesus, Ele parece dizer-lhe, confiando-lhe São João: "Por meu sacrifício, me torno Salvador e Pai da grande família humana, mas esses pobres filhos, ainda tão inexperientes, necessitam de uma devotada Mãe; desempenhai para com eles esta missão, ó mulher forte, amai-os como me haveis amado e como Eu os amo. Por eles me fiz homem e ainda por causa deles meu Pai Celestial vos fez minha Mãe, e é por eles que dou meu sangue e minha vida. Amo-os mais do que a Mim mesmo, e lhes transmito todo o direito que tenho ao vosso amor materno; tudo quanto lhes fizerdes, a Mim o fareis; deponho em vossas mãos o fruto de minha Redenção, a salvação dos homens, o cuidado de minha Igreja e o serviço de meu Sacramento de amor. Formai-me adoradores em espírito e em verdade, que me adorem como vós, que me sirvam como me servistes, que me amem como me tendes amado!"

Foi este o último legado de Jesus, assinado com seu sangue e ratificado pelo Coração de Maria, sua divina Mãe. Com Jesus Ela havia subido ao Calvário para morrer com Ele; desce agora com o discípulo, seu filho de adoção, e com as santas mulheres, suas filhas, e se dirige ao Cenáculo da Eucaristia para nele iniciar sua maternidade cristã, aos pés do Divino Sacramento. E será Ela quem há de organizar a corte de honra de Jesus Eucaristia, formando-lhe bons e dedicados servos.

Oh! não duvideis! Se entrastes no Cenáculo, se tendes a felicidade de conhecer, de amar e de servir o Santíssimo Sacramento, deveis esta graça a Maria. Foi Ela que vos pediu ao Pai Celestial para a guarda de amor do Deus da Eucaristia; foi Ela que vos conservou puros no meio do mundo e que vos conduziu pela mão aos pés do trono eucarístico.

Agradecei muito a esta boa Mãe; a Ela deveis todas as vossas graças, e entre todas, a maior, que é esta de amar e servir o Rei dos reis em seu trono de amor, consagrando-Lhe toda a vossa vida!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Maria, Nossa Mãe, no Cenáculo (Parte I)



Nossa bela partilha consiste em honrar por um culto todo particular a vida de Maria no Cenáculo, inteiramente dedicada ao serviço e à gloria da adorável Eucaristia. É preciso que nos penetremos de seu espírito e de seu amor, a fim de que possamos tributar ao nosso Divino Salvador, presente entre nós, um preito de adoração mais perfeito e agradável, em união com aquele que Lhe prestava sua Mãe Santíssima. Com efeito, para nos tornarmos bons servos da Eucaristia, devemos ser filhos dóceis e dedicados desta Mãe querida. Não foi um título quimérico que Jesus Crucificado nos conferiu sobre o Coração de Maria Santíssima; e, por este testemunho de amor, ocupamos o lugar de Jesus no Coração de sua Mãe, que desde aquele instante começou a nos amar como verdadeiros filhos.

Penetrai-vos, pois, do espírito de Maria, que é o mesmo de Jesus, visto que Ela o hauriu em sua fonte divina, e está inundada desta graça para no-la comunicar. É a única e fiel cópia das virtudes de seu Filho, pois que trabalhou durante 33 anos tendo diante dos olhos o original divino. Além disso, Maria possui o conhecimento de todos os segredos do amor de Jesus para com os homens, amor do qual compartilha. Oh! quão ternamente esta boa Mãe nos ama, e com que dedicação! Sim, Maria nos ama como somente poderia fazê-lo Mãe tão solícita e poderosa!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O silêncio no Sacrário


(Capela da Paróquia S. Sebastião - Campo Grande - MS)


"É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele..." (Lm 3,27-28)
Já dizia Maria Faustina Helena Kowalska (25/08/1905 - 5/10/1938):"Entrei na cela, as irmãs já se tinha deitado. Entrei na minha cela... lancei-me ao chão e comecei a rezar ardentemente. Havia silêncio como num Sacrário. Todas as irmãs repousavam, tal como hóstias brancas, encerradas no cálice de Jesus, e apenas da minha cela Deus podia ouvir um gemido da alma!..." (Maria Faustina Helena Kowalska - Diário)

Madre Faustina diz que na sua cela pairava um tremendo silêncio, e ela compara ao silêncio do Sacrário, e na sua cela, ela reza ardentemente, de forma que Deus podia ouvir o gemido da sua alma. Ainda mais deve-se rezar no silêncio quando estivermos no sacrário, pois Deus está ali!

Ora, não foi Deus que disse a Moisés para subir até o topo do Monte Sinai, e no silêncio do Monte, Ele ditou as Suas valiosíssimas ordens? Confiram:"O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu..." (Ex 19,20)

E em outra parte do Livro do Êxodo diz:"Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus" (Ex 24,13). "Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte e a glória do Senhor repousou sobre o Monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem. Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte. Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites "(Ex 24,15-18).


Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O amor de Santo Estanislau de Kostka o faz ver Santa Bárbara e a Santíssima Virgem



É conhecido o terno amor que Santo Estanislau de Kostka consagrava à Santíssima Virgem. Quando lhe perguntavam o motivo dessa afeição, respondia, com o olhar ardente e a voz comovida: "É minha Mãe!" Ora, aconteceu que, antes de entrar na Companhia de Jesus, esteve ele gravemente doente, e como se achava hospedado em casa de hereges, não podia receber o Santíssimo Sacramento. Mais do que a doença que lhe consumia o corpo, era esta privação um tormento para a sua alma, cheia de amor para com a Eucaristia. Recorreu então a Santa Bárbara, padroeira dos agonizantes, e sua prece foi atendida sem demora: a santa apareceu cercada de anjos, que administraram a Estanislau a Sagrada Comunhão. E Maria, que velava por esse filho privilegiado, quis lhe manifestar, de um modo sensível, Aquele que recebera sob os véus do Sacramento. 

Trouxe nos seus braços o Menino Jesus, colocando-O sobre o leito do doente. É impossível descrever o ardor, o respeito, a ternura e a consolação que o santo jovem experimentou, vendo o seu leito ornado com essa flor tão preciosa. Desde esse momento a doença começou a declinar, e dentro de pouco tempo estava ele completamente restabelecido, graças ao contato com o Autor da vida.


PRÁTICA — Tributar a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento o respeito, os obséquios e o amor de um verdadeiro filho.
JACULATÓRIA — Sois vós, ó Maria amabilíssima, que alimentais os vossos filhos com o Pão imortal!