Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Maria, Nossa Mãe, no Cenáculo (Parte II - Final)



II. A grande missão de Maria consiste em formar Jesus em nós; foi a missão que Ele próprio lhe confiou no Calvário.

Quando, aos pés da cruz, teria preferido morrer com seu Filho, no momento em que a chama de amor do seu coração virginal envolvia o Corpo de Jesus, Ele parece dizer-lhe, confiando-lhe São João: "Por meu sacrifício, me torno Salvador e Pai da grande família humana, mas esses pobres filhos, ainda tão inexperientes, necessitam de uma devotada Mãe; desempenhai para com eles esta missão, ó mulher forte, amai-os como me haveis amado e como Eu os amo. Por eles me fiz homem e ainda por causa deles meu Pai Celestial vos fez minha Mãe, e é por eles que dou meu sangue e minha vida. Amo-os mais do que a Mim mesmo, e lhes transmito todo o direito que tenho ao vosso amor materno; tudo quanto lhes fizerdes, a Mim o fareis; deponho em vossas mãos o fruto de minha Redenção, a salvação dos homens, o cuidado de minha Igreja e o serviço de meu Sacramento de amor. Formai-me adoradores em espírito e em verdade, que me adorem como vós, que me sirvam como me servistes, que me amem como me tendes amado!"

Foi este o último legado de Jesus, assinado com seu sangue e ratificado pelo Coração de Maria, sua divina Mãe. Com Jesus Ela havia subido ao Calvário para morrer com Ele; desce agora com o discípulo, seu filho de adoção, e com as santas mulheres, suas filhas, e se dirige ao Cenáculo da Eucaristia para nele iniciar sua maternidade cristã, aos pés do Divino Sacramento. E será Ela quem há de organizar a corte de honra de Jesus Eucaristia, formando-lhe bons e dedicados servos.

Oh! não duvideis! Se entrastes no Cenáculo, se tendes a felicidade de conhecer, de amar e de servir o Santíssimo Sacramento, deveis esta graça a Maria. Foi Ela que vos pediu ao Pai Celestial para a guarda de amor do Deus da Eucaristia; foi Ela que vos conservou puros no meio do mundo e que vos conduziu pela mão aos pés do trono eucarístico.

Agradecei muito a esta boa Mãe; a Ela deveis todas as vossas graças, e entre todas, a maior, que é esta de amar e servir o Rei dos reis em seu trono de amor, consagrando-Lhe toda a vossa vida!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Maria, Nossa Mãe, no Cenáculo (Parte I)



Nossa bela partilha consiste em honrar por um culto todo particular a vida de Maria no Cenáculo, inteiramente dedicada ao serviço e à gloria da adorável Eucaristia. É preciso que nos penetremos de seu espírito e de seu amor, a fim de que possamos tributar ao nosso Divino Salvador, presente entre nós, um preito de adoração mais perfeito e agradável, em união com aquele que Lhe prestava sua Mãe Santíssima. Com efeito, para nos tornarmos bons servos da Eucaristia, devemos ser filhos dóceis e dedicados desta Mãe querida. Não foi um título quimérico que Jesus Crucificado nos conferiu sobre o Coração de Maria Santíssima; e, por este testemunho de amor, ocupamos o lugar de Jesus no Coração de sua Mãe, que desde aquele instante começou a nos amar como verdadeiros filhos.

Penetrai-vos, pois, do espírito de Maria, que é o mesmo de Jesus, visto que Ela o hauriu em sua fonte divina, e está inundada desta graça para no-la comunicar. É a única e fiel cópia das virtudes de seu Filho, pois que trabalhou durante 33 anos tendo diante dos olhos o original divino. Além disso, Maria possui o conhecimento de todos os segredos do amor de Jesus para com os homens, amor do qual compartilha. Oh! quão ternamente esta boa Mãe nos ama, e com que dedicação! Sim, Maria nos ama como somente poderia fazê-lo Mãe tão solícita e poderosa!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O silêncio no Sacrário


(Capela da Paróquia S. Sebastião - Campo Grande - MS)


"É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele..." (Lm 3,27-28)
Já dizia Maria Faustina Helena Kowalska (25/08/1905 - 5/10/1938):"Entrei na cela, as irmãs já se tinha deitado. Entrei na minha cela... lancei-me ao chão e comecei a rezar ardentemente. Havia silêncio como num Sacrário. Todas as irmãs repousavam, tal como hóstias brancas, encerradas no cálice de Jesus, e apenas da minha cela Deus podia ouvir um gemido da alma!..." (Maria Faustina Helena Kowalska - Diário)

Madre Faustina diz que na sua cela pairava um tremendo silêncio, e ela compara ao silêncio do Sacrário, e na sua cela, ela reza ardentemente, de forma que Deus podia ouvir o gemido da sua alma. Ainda mais deve-se rezar no silêncio quando estivermos no sacrário, pois Deus está ali!

Ora, não foi Deus que disse a Moisés para subir até o topo do Monte Sinai, e no silêncio do Monte, Ele ditou as Suas valiosíssimas ordens? Confiram:"O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu..." (Ex 19,20)

E em outra parte do Livro do Êxodo diz:"Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus" (Ex 24,13). "Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte e a glória do Senhor repousou sobre o Monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem. Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte. Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites "(Ex 24,15-18).


Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O amor de Santo Estanislau de Kostka o faz ver Santa Bárbara e a Santíssima Virgem



É conhecido o terno amor que Santo Estanislau de Kostka consagrava à Santíssima Virgem. Quando lhe perguntavam o motivo dessa afeição, respondia, com o olhar ardente e a voz comovida: "É minha Mãe!" Ora, aconteceu que, antes de entrar na Companhia de Jesus, esteve ele gravemente doente, e como se achava hospedado em casa de hereges, não podia receber o Santíssimo Sacramento. Mais do que a doença que lhe consumia o corpo, era esta privação um tormento para a sua alma, cheia de amor para com a Eucaristia. Recorreu então a Santa Bárbara, padroeira dos agonizantes, e sua prece foi atendida sem demora: a santa apareceu cercada de anjos, que administraram a Estanislau a Sagrada Comunhão. E Maria, que velava por esse filho privilegiado, quis lhe manifestar, de um modo sensível, Aquele que recebera sob os véus do Sacramento. 

Trouxe nos seus braços o Menino Jesus, colocando-O sobre o leito do doente. É impossível descrever o ardor, o respeito, a ternura e a consolação que o santo jovem experimentou, vendo o seu leito ornado com essa flor tão preciosa. Desde esse momento a doença começou a declinar, e dentro de pouco tempo estava ele completamente restabelecido, graças ao contato com o Autor da vida.


PRÁTICA — Tributar a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento o respeito, os obséquios e o amor de um verdadeiro filho.
JACULATÓRIA — Sois vós, ó Maria amabilíssima, que alimentais os vossos filhos com o Pão imortal!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Maria — Mãe dos Adoradores da Eucaristia (Parte III - Final)



III. A vós, adoradores, também se recomenda: Adorai sempre Jesus Eucaristia, mas a exemplo da Santíssima Virgem, variai as vossas adorações. Relacionai todos os mistérios com a Eucaristia, fazendo-o reviver nela. Sem isto, caireis na rotina. Se o espírito, de vosso amor não for alimentado de uma forma, de um pensamento novo. haveis de vos sentir lânguidos e áridos na oração. Ê necessário, pois, celebrar todos os mistérios na Eucaristia, como fazia a Santíssima Virgem no Cenáculo.

Nos aniversários dos grandes mistérios que se haviam realizado sob os seus olhos, pensais por acaso que Ela não renovava em si as circunstâncias, as palavras e as graças desses mistérios? Na festa do Natal, por exemplo, julgais que Maria não recordava a seu Filho, então oculto sob os véus eucarísticos, o amor de seu nascimento, seu sorriso, suas adorações, bem como as de São José, dos pastores e dos Magos? Procurava, neste como nos demais mistérios, regozijar o Coração de Jesus, relembrando-Lhe o seu amor.

Que fazemos nós com um amigo? Acaso lhe falamos sempre do presente? Não, de certo; evocamos o passado, fazendo-o reviver. E quando queremos cumprimentar o nosso pai ou a nossa mãe, não lhes recordamos o imenso amor, a dedicação constante e generosa que nos prodigalizaram em nossa infância? Pois bem; da mesma forma, em suas adorações no Cenáculo, a Santíssima Virgem repetia a Jesus tudo o que Ele havia feito para a glória de seu Pai; lembrava-Lhe seus grandes sacrifícios, e assim penetrava na graça da Eucaristia. O Santíssimo Sacramento é o memorial de todos os mistérios e renova-lhes o amor e a graça. Deveis à imitação de Maria, corresponder a esta graça, reavivando as ações de Nosso Senhor, adorando lodos os seus estados, e unindo-vos a eles.

A Santíssima Virgem tinha uma atração tão forte pela Eucaristia, que não lhe era possível separar-se do Santíssimo Sacramento; vivendo, portanto, n'Ele e por Ele. Passava os dias e as noites aos pés de seu divino Filho; porém, sem deixar de se entreter com os Apóstolos e os fiéis que A procuravam; seu ardente amor para com o Deus oculto transluzia então em seu semblante, e comunicava seus ardores a todos que A cercavam.

Ó Maria, ensinai-nos a vida de adoração! Fazei-nos encontrar, como vós, todos os mistérios e todas as graças na Eucaristia; reviver o Evangelho, e ler as suas páginas na vida eucarística de Jesus. Lembrai-vos, ó Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, que sois a Mãe dos adoradores da Eucaristia.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Modelos de padres que unem o culto da Eucaristia à devoção para com a Santíssima Virgem



Entre os santos personagens que ilustraram o século XVII, muitos nos mostram como podemos unir o culto da Eucaristia à devoção para com a Santíssima Virgem, fazendo-os se auxiliarem mutuamente.

O venerável Cardeal de Bérulle, que mereceu do Papa Urbano VIII o título de Apóstolo do Verbo Encarnado, e cuja predileção por Maria era mais angélica do que humana, e o Padre de Condren, que recebeu, conforme atestam os mais ilustres doutores de seu tempo, luzes sublimes sobre os mistérios, tinham o costume de oferecer a Santa Missa, aos sábados, em
honra da Santíssima Virgem. Mons. Olier, o santo fundador de São Sulpício e o reformador do clero na mesma época, imitou-lhes esta piedosa prática; fazia celebrar diariamente três missas, cujos frutos colocava entre as mãos da Santa Virgem, afim de que, oferecendo-os a seu Filho, obtivesse para a Igreja tesouros infinitos de graças.

Houve também um piedoso missionário jesuíta, em Québec, que propôs a São João Eudes, fundador da Congregação que tem o seu nome, um projeto de associação de padres, que se chamariam os Capelães de Nossa Senhora, e que se deveriam unir para oferecer o Santo Sacrifício segundo as intenções desta augusta Rainha do Céu, afim, dizia ele, de que o Filho de Deus se apresentasse ao seu Pai, no estado de Hóstia, pelas mãos puríssimas d'Aquela de quem se servira para descer até nós em se fazendo homem.

(Vida de m. Olier, t. II, passim,).

PRÁTICA — Oferecer nossas adorações a Jesus Sacramento pelas mãos de Maria.

JACULATÓRIA — Bendita sois entre as mulheres, ó Maria, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus Eucaristia!