Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma Comunhão bem feita é o maior auxílio das Almas do Purgatório



M. — Não há quem ignore a magnitude da obrigação e a suave necessidade que temos de ajudar as benditas almas do Purgatório.
Se neste instante você ouvisse o sinal de alarme e o grito de socorro: Fogo! Incêndio! E o fogo se alastrasse pela casa de seus parentes e amigos, onde houvesse crianças dormindo e velhos enfermos, que faria em tal emergência?
D. — Correria imediatamente a ajudá-los e socorrê-los.
M. — Pois bem, meu querido discípulo: naquela casa que se chama Purgatório existe sempre fogo que está purificando o ouro que amanhã deverá brilhar no céu.
Todas as penas e sofrimentos do mundo nada são em comparação com as penas do Purgatório. A inteligência humana nem sequer consegue imaginá-las e não há pena que possa descrever aqueles tormentos. É a hora da justiça divina.
Unidas às penas dos sentidos estão as penas do dano. . . Reparemos também que aquelas almas não se podem livrar por si mesmas, necessitam e esperam nosso auxílio. Nada podem merecer para o céu, pois que acabou para elas o tempo da misericórdia; tão pouco podem se ajudar reciprocamente, pois todas se encontram na mesma situação.
Somente nós podemos socorrê-las. Por isso elas se recomendam a nós que podemos alumiá-las e libertá-las. Seremos tão cruéis a ponto de permacermos surdos e indiferentes aos seus lamentos?
D. — Que poderemos fazer em favor delas?
M. — O catecismo no-lo diz expressamente. À pergunta: Como podemos ajudar as almas do Purgatório? Responde: Podemos ajudar as almas do Purgatório por meio de orações, jejuns, esmolas, indulgências mas, sobretudo mediante o Santo Sacrifício da Missa. E acrescento eu: Em modo mais fácil e eficaz com a Comunhão frequente e bem feita.
D. — Será certo, Padre? Por quê?
M. — Porque a Comunhão é o complemento natural da Santa Missa. Com a Comunhão fica consumida e destruída a Vítima Divina do Sacrifício. Quando comungamos operamos como concelebrantes da Missa e, por conseguinte podemos dispor da parte que nos toca e que unida à assistência à Santa Missa irá sufragar as almas do Purgatório. Disso resulta que aquele que comunga dispõe de um duplo merecimento em relação àquele que somente ouve a Santa Missa.
D. — Nunca pensei nisso, Padre. Permita mais uma pergunta: Em muitos lugares é costume dar-se a bênção eucarística, logo após a Missa de Réquiem, que acha disso?
M. — Que é ótimo costume, mas diga-me: Qual trono prefere Jesus? O de ouro que está sobre o altar, ou o trono vivo e ansioso de nosso coração?
 D. — É claro que Ele prefere o trono de nosso coração.
M. — Você mesmo, agora poderá julgar como a Comunhão é muito mais excelente do que a benção eucarística, para sufragar as almas do Purgatório.
Santa Teresa no-lo assegura que depois da Comunhão Jesus fica assentado sobre o nosso coração como sobre um trono de graças e nos diz: Que favores quereis de mim?
E se nós lhe respondermos: Ó Jesus, que a luz perpétua brilhe para as almas do Purgatório, certamente Ele não deixará de nos ouvir; e embora sem querer, seria obrigado a libertá-las, pois aquelas almas lhe são muito queridas e uma só gota de Seu Divino Sangue seria suficiente para abrir de par em par todas as portas do Purgatório.
D. — Obrigado, Padre. Sendo portanto, a Comunhão o meio mais seguro para auxiliar as almas do Purgatório é coisa evidente que devemos comungar com a maior frequência, não é verdade?
M. — Quem não vê que a Comunhão frequente revela um amor mais intenso para com Jesus Cristo e, por conseguinte é mais provável que Jesus Cristo ouça mais depressa as nossas orações? Acrescentemos a isso também o tesouro de indulgências que a Igreja prodigaliza aos que comungam frequentemente.
D. — Que quer dizer isso?
M. — Quer dizer que o Santo Padre o Papa Pio X concedeu indulgência plenária e parciais a todos aqueles que comungam cotidianamente, ao menos cinco vezes na semana. E para lucrá-las não é preciso confessar-se vez por vez, mas basta conservar o estado de graça habitual. 
Veja só quantos méritos estão à disposição de todos aqueles que querem auxiliar e libertar as almas do Purgatório, mediante a Comunhão frequente. O ato heroico em favor das almas do Purgatório é muito louvável, no entanto não pode ser comparado à Comunhão frequente; como também não podem ser comparáveis com a Comunhão todas as orações, jejuns, esmolas e outras boas obras que podemos fazer.
D. — Então, Padre, quem comunga frequentemente fica dispensado de todas as outras boas obras com que se pode auxiliar as almas do Purgatório?
M. — Não, absolutamente não quero dizer isso, pois do contrário qual seria a nossa caridade  e justiça?
Talvez por nossa culpa, muitas almas estão ainda sofrendo e nós somos causadores daquelas lágrimas e daqueles suspiros!
Ajudemo-las, portanto, em tudo; usemos de todos os meios; sobretudo perseveremos na prática da Comunhão frequente e bem feita. Recebamos todos os dias Aquele que tem as chaves daquela horrenda prisão.
D. — Padre, é verdade que essas comunhões também redundam em nosso proveito?
M. — Certamente. É o Espírito Santo que no-lo assegura: "Bem-aventurados os que lavam as suas estolas no sangue do Cordeiro"; bem-aventurados os que lavam suas almas no sangue de Jesus Cristo que é a Eucaristia. Se depois de nossa morte tivermos que passar pelo Purgatório, Nosso Senhor nos devolverá tudo quanto tivermos feito em prol das almas do Purgatório. A caridade que tivermos usado reverterá em nosso proveito. Então veremos que não serão lágrimas inúteis nem falazes aromas de flores, nem vela de cera que cairão sobre nós para nos libertar, mas sim, rios de sangue divino, a única coisa capaz de amortecer aquele fogo purificador, aquele que é a porta para a felicidade eterna.

__________
Trecho do livro - Comungai Bem - Pe. Luíz Chiavarino - Edições Paulinas, 3a. Edição,1947
Créditos ao excelente blog: Almas Devotas

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte IV)




IV. Efetivamente, todos os mistérios da vida de Nossa Senhora revivem no Cenáculo. Se meditardes o nascimento de seu Filho em Belém, completai o Evangelho, e vereis o nascimento eucarístico deste mesmo Filho no altar. A fuga para o Egito? Não vedes que Nosso Senhor ainda está no meio de bárbaros e de estranhos em tantas cidades e aldeias nas quais se fecham as Igrejas e onde ninguém vai visitá-lO? E sua vida oculta em Nazaré? Não está Ele ainda mais escondido aqui? Completai pela Eucaristia todos os mistérios e meditai a parte que Nossa Senhora tem neles.
O essencial é procurar praticar uma das virtudes da Santíssima Virgem; escolhei, de preferência, as mais humildes, as mais pequeninas; já as conheceis; depois, gradualmente, chegareis até as suas virtudes interiores, até o seu amor.
Ademais, oferecei todo dia um sacrifício; vede o que mais vos há de custar; há sacrifícios que podemos prever, como tal pessoa a visitar, certa coisa a fazer. Oferecei, pois, esse sacrifício, que há de contentar a Santíssima Virgem e será mais uma flor acrescentada na coroa que Ela deseja oferecer em vosso nome a seu Filho no dia de sua festa, a bela festa do Corpo de Deus.

Se não puderdes prever sacrifícios particulares, conservai-vos pelo menos no propósito firme e generoso de aceitar todos os que Deus vos enviar; cuidai em apanhar em pleno voo esse pássaro do céu. Há mensageiros de Deus que nos trazem graças ocultas em uma coroa de espinhos. Deveis recebê-los bem. Um sacrifício pressentido dá lugar à reflexão, e o raciocínio diminui-lhe o valor; ao passo que os sacrifícios imprevistos, feitos generosamente, sem exame, são mais meritórios. Deus nos quer surpreender, e nos diz apenas: "Estai preparados!" E a alma fiel está disposta para tudo que Deus quiser. O amor gosta de surpresas. Não deixeis passar tais ocasiões. Para isso, é bastante ser generoso.

Oh! quanto é bela a alma generosa! Deus é por ela glorificado; e referindo-se a esta alma, o Senhor repete, com um sentimento de júbilo e admiração, o que dissera de Job: "Viste meu servo Job?..." Quem ama não deixa passar esses sacrifícios; está sempre alerta, e ao sentir que se aproxima uma cruz, prepara-se para recebê-la bem.

Vamos, honrai a Santíssima Virgem por um sacrifício cotidiano; ide a Jesus por Maria; segui-lhe os passos, abrigai-vos sob seu manto; revesti-vos de suas virtudes; sede apenas uma sombra de vossa Mãe; oferecei a Nosso Senhor todas as suas virtudes, seus méritos e ações; para isto, nada mais tendes a fazer do que tomá-los de Maria e dizer a Jesus: "A vós ofereço as riquezas adquiridas por minha boa Mãe." E Nosso Senhor ficará contente convosco.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte III)



III. Que fez a Santíssima Virgem no Cenáculo? Adorou; foi a Rainha e a Mãe dos adoradores; foi, numa palavra, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Vossa ocupação durante este mês será honrá-lA sob este belo título, meditar o que Ela fazia, e procurar compreender como Nosso Senhor aceitava as Suas adorações; descobrireis a perfeita união desses dois corações: o de Jesus e o de Maria, perdidos num só amor, em uma única e mesma vida. É necessário que a vossa piedade levante o misterioso véu que esconde a vida adoradora de Maria.

Ficamos admirados de que os Atos dos Apóstolos nada nos digam a respeito, e se contentem em deixar Maria no Cenáculo. Ah! é que toda a sua vida aí foi unicamente uma vida de amor e de adoração.
Como descrever o amor e a adoração? Como exprimir esse reinado de Deus na alma, e esta vida da alma em Deus? Não se pôde explicar; a linguagem não tem expressões para interpretar as delícias do céu, e assim acontece com a vida de Maria no Cenáculo.
São Lucas apenas nos diz que ali Nossa Senhora vivia e orava. Compete à meditação e ao amor estudar o interior desta vida. Tudo o que nos for possível avaliar de potência no amor, e de santidade e perfeição nas virtudes, podemos atribuir a Maria; mas, porque Ela viveu ali de união ao Santíssimo Sacramento, durante mais de vinte anos, todas as suas virtudes se revestiam do caráter eucarístico, alimentadas que foram pela comunhão, pela adoração, por

uma constante união a Jesus Eucaristia. As virtudes da Santíssima Virgem atingiram no Cenáculo o apogeu de sua perfeição, uma perfeição ilimitada, por assim dizer, e somente ultrapassada pela perfeição das virtudes de Jesus Cristo.
Pedi a Nosso Senhor que vos revele o que se passava no Cenáculo entre Ele e sua Mãe; Ele vos dirá, certamente, algumas dessas maravilhas; não todas, porque não poderíeis entendê-las, porém uma parte, e isso fará a vossa felicidade.
Quanto me sentiria feliz se pudesse compor um mês de Maria adoradora! Para isto é necessário rezar e meditar muito; é preciso compreender a ação de graças do amor de Maria. Eis o que eu desejo ardentemente; mas, para consegui-lo, é mister maior preparação. (1)



(1) 0 Bem-aventurado pôs mãos à obra; deixou-nos algumas meditações sobre a vida adoradora de Maria. Penetrou no íntimo da vida de Nossa Senhora e procurou nos revelar os sentimentos de seu coração, a intensidade do seu amor. São estas as meditações que se encontram no presente volume. [...] Afim de apresentar uma delas, reunimos todas as instruções do Bem-aventurado sobre a SSmn. Virgem, nas quais, sem excepção, ele nos apresenta Maria unida a Jesus Cristo e d'Ele recebendo ou a Ele referindo todas as suas graças e perfeições; e visto que a Eucaristia é o próprio Jesus Cristo, a Santa Virgem é, consequentemente, nestas meditações, Nossa Senhora do SSmo. Sacramento.

A adoração de Súplica de Maria Santíssima (parte I)



I. Maria dedicava-se totalmente à glória de Jesus na Divina Eucaristia. Sabia que o desejo do Pai Celestial era vê-la conhecida, amada e servida por todos; sabia também que o Coração de Jesus sente, por assim dizer, necessidade de comunicar aos homens todos os seus dons de graça e de glória; que a missão do Espírito Santo é difundir e aperfeiçoar nos corações o reinado de Jesus Cristo; que a Igreja foi expressamente fundada para dar Jesus ao mundo; por isto, todo o desejo de Maria era torná-lO conhecido em seu Sacramento; seu imenso amor para com Jesus tinha necessidade de expandir-se e dilatar-se para, de algum modo, compensá-la da impossibilidade em que se achava de glorificá-lo tanto quanto houvera desejado.

Desde o Calvário, todos os homens se haviam tornado seus filhos; amava-os com ternura de mãe e desejava-lhes tanto bem quanto a si mesma; eis a razão pela qual anhelava ardentemente dar a conhecer a todos Jesus Sacramentado, inflamar em santo amor os corações e prendê-los ao seu amável serviço.

A fim de conseguir tal graça, a Santíssima Virgem desempenhava aos pés da Eucaristia uma missão perene de oração e de penitência; ali tratava da salvação do mundo, e em seu imenso ardor abraçava as necessidades dos fiéis de todos os lugares e de todos os tempos vindouros que haveriam de herdar a devoção à Divina Eucaristia, consagrando-se ao seu ser-vocação à Divina Eucaristia, consagrando-se ao seu serviço.

Entretanto, a missão mais cara ao seu coração, era e trabalhos dos Apóstolos e dos demais membros do Sacerdócio de Jesus Cristo. Não é, pois, de estranhar que estes obreiros apostólicos convertessem tão facilmente nações inteiras, pois que Maria, permanecendo aos pés do trono das misericórdias, implorava para eles a bondade do Senhor. Sua oração convertia as almas e visto que toda a conversão é fruto da prece e que a súplica de Maria não poderia sofrer recusa, é evidente que os Apóstolos possuíam nesta Mãe de bondade sua melhor auxiliar. "Bem-aventurado aquele por quem Nossa Senhora reza."

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento



São João Evangelista

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento


Sentimos necessidade de um modelo, um patrono, um guia, em nossa devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Escolheremos São João Evangelista. Jesus lhe confiou sua Mãe, e São João celebrava diariamente a Santa Missa em presença de Maria; era ele que, tomando de sobre o altar o Pão divino, o depunha nos lábios da Santíssima Virgem: "Mãe, eis vosso filho!" Ecce filius Tuus! ó meu Deus! que palavra e que momento! São João foi testemunha das adorações de Maria; foi o confidente de seu amor; e se ele conseguiu falar tão divinamente da Eucaristia, se entoou esse belo cântico de ação de graças que o seu Evangelho encerra, foi porque, além de o haver recolhido dos próprios lábios de Jesus, escutou a Santa Virgem repeti-lo. "O Salvador deu São João à Maria, diz M. Olier, não somente para que ele ficasse em seu lugar de filho, mas ainda para que proporcionasse a sua Mãe Santíssima, pelos santos mistérios que celebrava para Ela, e segundo suas intenções, o meio de lhe satisfazer os anelos ardentes do coração quanto ao estabelecimento da Igreja; e também o meio de se consolar da ausência de seu Filho, que era a felicidade de se nutrir diariamente de seu divino Corpo." (Vida de M. Olier, tomo II, 3ª. parte, p. 207).

Haveis de nos ensinar, ó glorioso Capelão do Cenáculo, a conhecer os mistérios da vida de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; fazei que possamos partilhar as suas disposições, todas às vezes, que, a seu exemplo, recebermos ou adorarmos o Deus da Eucaristia.


PRÁTICA — Cumprir todos os deveres eucarísticos em união a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
JACULATÓRIA — Salve, ó Maria, de quem nasceu Jesus-Hóstia!



_____________________________________

Excertos do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado(*) Pedro Julião Eymard, o fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946
(*) Sua canonização se deu em dezembro de 1962

sábado, 27 de outubro de 2012

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte II)



II. Visto que somos consagrados de uma maneira especial ao serviço da Eucaristia, e que somos adoradores, é nessa qualidade que devemos um culto particular a Maria.
Religiosos do Santíssimo Sacramento, Servas do Santíssimo Sacramento. Agregados do Santíssimo Sacramento, somos, pelo nosso estado, adoradores da Eucaristia; é o nosso belo título, abençoado por Pio IX. Que quer dizer adoradores? Quer dizer que somos ligados à Pessoa adorável de Nosso Senhor vivendo na Eucaristia. Mas, se pertencemos ao Filho,
também pertencemos à Mãe; se adoramos o Filho, devemos honrar a Mãe, e somos obrigados, para entrar plenamente na graça de nossa vocação, e nela permanecer, a prestar um culto especial à Santíssima Virgem como Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Esta devoção não está muito espalhada, e este culto ainda não foi explicitamente adotado pela Igreja. É que o culto de Maria segue o de Jesus; segue-lhe as fases e o desenvolvimento. Quando honramos Nosso Senhor na Cruz, oramos a Nossa Senhora das Dores; quando meditamos a vida submissa e retirada de Nazaré, tomamos por modelo Nossa Senhora da vida oculta; a Santíssima Virgem acompanha todos os estados de seu Filho.

Maria ainda não tinha sido saudada com esse belo título de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Eis que o culto da Eucaristia se propaga; jamais, como em nossos dias, foi êle tão grande, tão universal; espalha-se por toda parte.

É a graça trazida ao mundo pela Imaculada Conceição. Sem dúvida, a devoção ao Santíssimo Sacramento não é nova; mas, presentemente, há uma outra manifestação da Eucaristia: o Deus oculto sai de seu Tabernáculo; por toda parte, dia e noite, faz-se a Exposição do Santíssimo Sacramento; a Eucaristia vai se tornar uma fonte de salvação para este século; o culto da Eucaristia será a sua glória e grandeza. Pois bem; a devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento crescerá com o culto da Eucaristia.

Ainda não encontrei esta devoção explicada em livro algum; jamais ouvi falar nela, a não ser nas revelações da Madre Maria de Jesus, onde li alguma coisa da Comunhão de Maria, e nos Atos dos Apóstolos, em que vemos Maria no Cenáculo.