Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

sábado, 5 de janeiro de 2013

Modelos de padres que unem o culto da Eucaristia à devoção para com a Santíssima Virgem



Entre os santos personagens que ilustraram o século XVII, muitos nos mostram como podemos unir o culto da Eucaristia à devoção para com a Santíssima Virgem, fazendo-os se auxiliarem mutuamente.

O venerável Cardeal de Bérulle, que mereceu do Papa Urbano VIII o título de Apóstolo do Verbo Encarnado, e cuja predileção por Maria era mais angélica do que humana, e o Padre de Condren, que recebeu, conforme atestam os mais ilustres doutores de seu tempo, luzes sublimes sobre os mistérios, tinham o costume de oferecer a Santa Missa, aos sábados, em
honra da Santíssima Virgem. Mons. Olier, o santo fundador de São Sulpício e o reformador do clero na mesma época, imitou-lhes esta piedosa prática; fazia celebrar diariamente três missas, cujos frutos colocava entre as mãos da Santa Virgem, afim de que, oferecendo-os a seu Filho, obtivesse para a Igreja tesouros infinitos de graças.

Houve também um piedoso missionário jesuíta, em Québec, que propôs a São João Eudes, fundador da Congregação que tem o seu nome, um projeto de associação de padres, que se chamariam os Capelães de Nossa Senhora, e que se deveriam unir para oferecer o Santo Sacrifício segundo as intenções desta augusta Rainha do Céu, afim, dizia ele, de que o Filho de Deus se apresentasse ao seu Pai, no estado de Hóstia, pelas mãos puríssimas d'Aquela de quem se servira para descer até nós em se fazendo homem.

(Vida de m. Olier, t. II, passim,).

PRÁTICA — Oferecer nossas adorações a Jesus Sacramento pelas mãos de Maria.

JACULATÓRIA — Bendita sois entre as mulheres, ó Maria, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus Eucaristia!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Maria — Mãe dos Adoradores da Eucaristia (Parte II)



II. Se bem a considerarmos, a vida de Maria se resume nesta palavra: adoração, porque a adoração é o serviço de Deus em toda a sua perfeição, abrangendo os deveres da criatura para com o seu Criador.

Nossa Senhora foi a primeira adoradora do Verbo Encarnado, pois Ele já estava em seu seio e ninguém sabia na terra. Oh! como Nosso Senhor foi bem servido no seio de Maria! Jamais encontrou Ele um cibório ou vaso de ouro mais precioso e mais puro do que o seio de sua Mãe. Esta sua adoração lhe era mais agradável do que a de todos os anjos. “O Senhor colocou o seu Tabernáculo no sol”, diz o Salmista, e este é o coração de Maria.

Em Belém, é a primeira a adorar seu divino Filho, reclinado no presépio. Adora-O com o perfeito amor de Virgem Mãe, um amor de dileção, segundo a palavra do Espírito Santo; depois d'Ela, adoram-nO São José, os pastores e os Magos; foi Maria quem abriu este sulco de fogo que se estenderá pelo mundo.

Que coisas sublimes, que palavras divinas não diria Ela, vivendo num estado de amor que não podemos avaliar nem medir!

Maria continua a adorar Nosso Senhor em sua vida oculta de Nazaré; depois, em sua vida pública, e enfim no Calvário, onde sua adoração foi o sofrimento. Considerai a natureza da adoração da Santíssima Virgem; adora Nosso Senhor conforme os seus diversos estados, adaptando sua adoração ao estado de Jesus; mais: o estado de Jesus determina o cará ter
de sua adoração. Maria não permaneceu numa adoração invariável; adorou o Deus aniquilado em seu seio, depois pobre em Belém, trabalhando em Nazaré, e mais tarde evangelizando e convertendo os pecadores; adorou Jesus nos sofrimentos do Calvário, padecendo com Ele; sua adoração acompanhava todos os sentimentos de seu divino Filho, que lhe eram conhecidos e manifestos, e seu amor A fazia entrar em perfeita conformidade de pensamentos e de vida com Ele.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Do Sacramento do Altar - Devota exortação à sagrada comunhão (Parte V)


Eis a fonte do amor, donde resplandece a vossa misericórdia! Que ações de graças vos são devidas por este benefício! Oh! quão salutar e proveitoso foi o vosso desígnio, em instituir este Sacramento! Quão suave e delicioso banquete, em que a vós mesmos vos destes em alimento! Quão admiráveis, Senhor, são vossas obras, quão inefável vossa verdade! Porque dissestes - e tudo se fez, e fez-se aquilo que ordenastes.


Coisa maravilhosa e digna de fé e acima de toda compreensão humana é que vós, Senhor, meu Deus, verdadeiro Deus e homem, estejais todo inteiro debaixo das insignificantes espécies de pão e vinho, e, sem serdes consumido, alimentais aquele que vos recebe. Vós, Senhor do universo, que não precisas de coisa alguma, quisestes morar em nós por vosso Sacramento; conservai meu coração e meu corpo sem mancha, para que com alegre e pura consciência possa muitas vezes celebrar e receber vossos mistérios, para minha eterna salvação, visto que os instituístes e ordenastes principalmente para vossa honra e perpétua lembrança.


Regozija-te, minha alma, e agradece a Deus tão excelente dádiva e singular consolação, que ele te deixou neste vale de lágrimas. Porque todas as vezes que celebrares este mistério e receberes o corpo de Cristo, renovas a obra de tua redenção e te tornas participante de todos os merecimentos de Cristo. Pois a caridade de Cristo nunca se diminui, nem se esgota jamais a grandeza de sua propiciação. Por isso te deves preparar sempre para este ato pela renovação do espírito, e considerar com atenção este grande mistério de salvação. Tão grande, novo e delicioso se te deve afigurar, quando celebras ou ouves Missa, como se Cristo no mesmo dia descesse pela primeira vez ao seio da Virgem e se fizesse homem, ou como se, pendente da cruz, padecesse e morresse pela salvação dos homens.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A adoração de Súplica de Maria Santíssima (parte II - Final)



II. Os adoradores partilham da vida e da missão de súplica de Maria aos pés do Santíssimo Sacramento; é a mais bela das missões e não apresenta perigo. É, também, a mais santa, porque abrange o exercício de todas as virtudes; é mais necessária à Igreja, que tem maior necessidade de oração do que de pregadores, de homens de penitência do que de homens eloquentes.

Em nossos dias, mais do que nunca, necessitamos de homens que, pela própria imolação, desarmem a cólera de Deus, irritado contra os delitos sempre crescentes das nações; temos precisão de almas que, com suas súplicas, reabram os tesouros da graça, fechados pela indiferença geral; são necessários verdadeiros adoradores, quer dizer, homens de fogo e de sacrifício; quando estes forem numerosos em torno de seu Divino Chefe, Deus será glorificado, Jesus será amado, e as sociedades se tornarão cristãs, conquistadas a Jesus Cristo por meio do apostolado da oração eucarística.

III. O apostolado de Maria Santíssima consistia, além disso, na pregação muda, porém persuasiva, do respeito.
Tal pregação convém a todos e, uma alma desejosa de tornar a Eucaristia amada e conhecida, a ela se aplicará com grande empenho, em união com Maria; com que modéstia e reverência essa perfeita adoradora se conservava aos pés do Santíssimo Sacramento! Permanecia na atitude dos anjos perante a Majestade divina, e a ninguém dava atenção, compenetrada e absorta que estava, pela fé, na real Presença de Jesus. Ao se apresentar diante de Nosso Senhor, vinha sempre conveniente e religiosamente vestida, como para uma visita de cerimônia. Um traje negligente e um porte descuidado denotam falta de fé e desordem interior.

Aos pés de seu Deus, Maria permanecia, de joelhos o mais que podia; esta é a posição adotada pela Igreja para a adoração, é a homenagem do corpo, a humildade da fé; de joelhos aos pés de Jesus, é o lugar do amor. O respeito no lugar santo, mormente diante do Santíssimo Sacramento, deve ser a grande virtude pública dos adoradores. Este respeito é sua profissão solene de fé, e ao mesmo tempo, a graça de sua piedade e fervor, pois Deus sempre castiga as irreverências cometidas no santuário, por meio do enfraquecimento da fé e da privação das graças de piedade. Toda a pessoa que se mostrar irreverente ou pouco respeitosa diante de Nosso Senhor, não deve estranhar a aridez na oração; ainda é pouco, pois mereceria até mesmo ser vergonhosamente expulsa de sua presença, como um insensato.

Sejamos pois muito severos no tocante ao culto de respeito; conservemos a dignidade do porte e uma atitude religiosa, guardando um rigoroso silêncio e um perfeito recolhimento. Na Igreja, só devemos prestar atenção a Jesus Cristo; aí não se conhecem os amigos. Jesus é tudo: a corte não olha senão para o Rei e só a Ele rende vassalagem. À vista do religioso e profundo respeito dos adoradores, os mundanos serão obrigados a exclamar: Aqui deve haver alguma coisa de grande! Os fracos e tíbios se confundirão por sua tibieza e reconhecerão a Jesus Cristo: o exemplo é a lição régia da sabedoria e o apostolado mais fecundo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nossa Senhora prepara criança para a Primeira Comunhão



Preparar as crianças para este grande ato da vida, ornar-lhes o coração para a primeira visita de Jesus, oh! é sem dúvida a mais doce missão da ternura maternal de Maria.

Uma fervorosa mãe viu certo dia a Santíssima Virgem debruçada sobre o berço de seu filhinho, sorrindo-lhe e cobrindo de flores o seu pequenito leito. E, mais tarde, quando Alexandre Bertius, que era essa criança, pode falar, suas primeiras palavras foram: Jesus e Maria. Cresceu o menino privilegiado à sombra do Crucifixo, e desde cedo a luz do seu batismo lhe fez entrever, no fundo do coração, os terrenos da alma em que poderia germinar a má semente: arma-se então, com a idade de apenas cinco anos, de uma disciplina e castiga em seus membros delicados os instintos que o poderiam induzir ao mal.

Maria o acompanhava preparando-o para a primeira comunhão. Nesse momento solene e por de mais precioso, Alexandre experimentou a impressão sensível de que seu coração se abrira e Jesus tomara posse dele. Esta lembrança o prendeu de tal forma ao Tabernáculo, que a custo se conseguia afastá-lo, tornando-se por isso conhecido em toda a cidade como o menino do santo altar. Nossa Senhora cumulava esse filho de favores excepcionalmente maternais: passava as folhas de seu livro de estudo; amenizava-lhe os ardores da febre cercando o seu leito de flores, quando ele estava doente. Assim protegido pela presença amorosa de Maria, o piedoso estudante jamais tomou parte em qualquer alegria mundana, entretenimento perigoso ou recreação pouco recomendável.

Eis, portanto um exemplo de como a infância e a adolescência colocadas sob o cuidado maternal do olhar da Virgem da Eucaristia, se tornam puras e preparam à Igreja cristãos fiéis e ao céu, cidadãos ornados de todas as virtudes.

PRÁTICA — Rezar pelas crianças que se preparam à Primeira Comunhão e por seus catequistas.

JACULATÓRIA — Salve, ó Maria, que pelo apostolado de vossa oração venceste todas as heresias suscitadas contra a Eucaristia.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Do Sacramento do Altar - Devota exortação à sagrada comunhão (Parte IV)




Como neste Sacramento se mostra ao homem a grande bondade e caridade Deus

A Voz do discípulo


Confiado, Senhor, na vossa bondade e grande misericórdia, a vós me chego, qual enfermo ao médico, faminto e sequioso à fonte da vida, indigente ao Rei do céu, servo ao Senhor, criatura ao Criador, desconsolado ao meu piedoso Consolador. Mas donde me vem a graça de virdes a mim? Quem sou eu, para que vós mesmos vos ofereçais a mim? Como ousa o pecador aparecer diante de vós? e vós, como vos dignais vir ao pecador? Conheceis vosso servo e sabeis que nenhum bem há nele para que lhe presteis esse benefício. Confesso, pois, minha vileza, reconheço vossa bondade, louvo vossa misericórdia e dou-vos graças por vossa excessiva caridade. Por vós mesmos fazeis isso, não por meus merecimentos, mas para que vossa bondade me seja mais manifesta, maior caridade me seja infundida e a caridade me seja mais perfeitamente recomendada. Pois que assim vos apraz e assim ordenastes, a mim também me agrada vossa condescendência, e oxalá não ponham estorvo meus pecados!

Ó dulcíssimo e benigníssimo Jesus! louvor vos devo pela participação do vosso sacratíssimo corpo, cuja existência ninguém pode explicar! Mas que hei de pensar nesta comunhão, chegando-me a meu Senhor, a quem não posso devidamente honrar, e todavia desejo receber com devoção? Que coisa melhor e mais salutar posso pensar, senão humilhar-me totalmente diante de vós e exaltar vossa infinita bondade para comigo? Eu vos louvo, Deus meu, e vos engrandeço para sempre. Desprezo-me e a vós me submeto no abismo de minha vileza.

Vós sois o Santo dos santos, e eu a escória dos pecadores. Vós baixais para mim, que não sou digno de levantar os olhos para vós. Vindes a mim, quereis estar comigo, convidais-me ao vosso banquete. Quereis dar-me o alimento espiritual e o pão dos anjos, que outro, na verdade, não é senão vós mesmos, pão vivo, que descestes do céu e dais a vida ao mundo.