Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O sacramento da Eucaristia confere a graça?


Simon Ushakov (1626-1686), A Última Ceia (1685)

Parece que este sacramento não confere a graça:
1. Com efeito, a Eucaristia é alimento espiritual. Ora, o alimento só se dá a um ser vivo. Portanto, uma vez que a vida espiritual se constitui pela graça, este sacramento só convém a quem está em graça. Por isso, por ele não se confere a graça a quem ainda não a tem. De igual modo, nem serve para aumentá-la, pois o aumento da graça é próprio do sacramento da crisma. Logo, por este sacramento não se confere a graça.
2. Além disso, a Eucaristia é recebida como uma refeição espiritual. Ora, a refeição espiritual parece antes pertencer à utilização da graça do que à sua obtenção. Logo, parece que este sacramento não confere a graça.
3. Ademais, como se viu acima (q.74, a. 1), na Eucaristia se oferece o corpo de Cristo pela salvação do corpo e o sangue pela salvação da alma. Ora, o corpo não é sujeito da graça, mas só a alma, como se tratou na Parte II. Logo, pelo menos para o corpo este sacramento não confere a graça.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, o Senhor diz: “O pão que eu darei é a minha carne, dada para que o mundo tenha a vida” (Jo 6, 52). Ora, a vida espiritual é dada pela graça. Logo, este sacramento confere a graça.


O efeito deste sacramento deve ser considerado a partir do fato de que:
1. Antes de tudo e principalmente, Cristo está presente neste sacramento. Ele, ao vir visivelmente ao mundo, trouxe-lhe a vida da graça, como se diz no Evangelho de João: “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1, 17) Destarte, ao vir ao homem de maneira sacramental, produz a vida da graça, como bem se diz ainda em João: “Aquele que comer de mim viverá por mim” (Jo6, 58). Por isso, Cirilo afirma: ‘O Verbo de Deus vivificante, ao unir-se à sua carne, fê-la vivificadora. Convinha-lhe, pois, unir-se, de certo modo, aos nossos corpos por meio de sua carne sagrada e seu precioso sangue, que recebemos sob a forma de pão e vinho depois da bênção da consagração vivificante”.
2º. A partir do fato de que por este sacramento é representada a paixão de Cristo, como já se disse (q. 74, a. 1; q. 76, a. 2). Desta sorte, este sacramento produz no homem o mesmo efeito que a paixão produziu no mundo. Crisóstomo, ao comentar o texto: “E imediatamente saiu sangue e água”, diz: “Porque daí os santos mistérios tiram o seu princípio, então, ao te aproximares do temível cálice, faze-o como se tu te aproximasses para beber do lado de Cristo”. Por isso, o Senhor diz: “Isto é o meu sangue, derramado por vós para o perdão dos pecados” (Mt 26, 28).
3º. A partir do fato de que ele nos é dado em forma de comida e bebida. Destarte, este sacramento produz em relação à vida espiritual o efeito que a comida e a bebida materiais produzem a respeito da vida material, a saber, sustentam, aumentam, restauram e deleitam. Por isso, Ambrósio ensina: “Este é o pão da vida eterna, que fortifica a substância de nossa alma”. Crisóstomo, comentando o Evangelho de João, proclama: “Ele se apresenta a nós que desejamos tocá-lo, comer dele e abraçá-lo”. Por isso, o próprio Senhor diz: “Pois minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida” (Jo 6, 56).
4º. A partir do fato de que ele nos é dado sob as espécies. Por isso, Agostinho, comentando esse mesmo texto, observa: “Nosso Senhor ofereceu-nos seu corpo e sangue nesses elementos que, em sendo muitos, convergem para uma única realidade. Assim um, isto é, o pão, se constitui uma só massa feita de muitos grãos; o outro, o vinho, de muitos bagos torna-se uma única bebida”. Por isso, a mesmo Agostinho exclama: “Oh sacramento da piedade! Oh sinal da unidade! Oh vínculo da caridade!”.
E porque Cristo e a sua paixão são a causa da graça e porque a refeição espiritual e a caridade não podem existir sem a graça, e de tudo o que se acaba de dizer, é claro que este sacramento confere a graça.

Quanto às objeções iniciais, portanto, deve-se dizer que:
1. O sacramento da Eucaristia tem por si mesmo o poder de conferir a graça. Ninguém tem a graça antes de recebê-lo a não ser pelo desejo do mesmo, ou tido por si mesmo, no caso dos adultos, ou tido pela Igreja, no caso das crianças. Por esta razão, por causa da eficácia de seu poder, até pelo desejo dele, alguém alcança a graça pela qual é espiritualmente vivificado. Segue-se, pois, que a graça cresce e a vida espiritual aumenta, toda vez que se recebe realmente este sacramento. Diferente é o caso do sacramento da confirmação. Nele se aumenta e se aperfeiçoa a graça para que se resista aos assaltos exteriores dos inimigos de Cristo. Na Eucaristia, porém, cresce a graça e aprimora-se a vida espiritual para que o homem seja perfeito em si mesmo pela união com Deus.
2. Este sacramento confere espiritualmente a graça com a virtude da caridade. Por isso, Damasceno compara-o à brasa da visão de Isaías: “A brasa não é simplesmente madeira, mas está unida ao fogo, assim também o pão da comunhão não é simples pão, mas está unido à divindade”. Gregório, de maneira semelhante, prega numa homilia na festa de Pentecostes: “O amor de Deus não é ocioso; se está presente, opera grandes coisas”. Assim, este sacramento, enquanto depende de seu próprio poder, não só nos confere o hábito da graça e da virtude, mas também nos move à ação, como diz Paulo: “O amor do Cristo nos impele” (2Cor 5, 14). Destarte, pelo poder deste sacramento a alma se refaz espiritualmente, ao deleitar-se, de certa maneira, ao inebriar-se da doçura da bondade divina, segundo as palavras do Cântico dos Cânticos: “Comei, companheiros; bebei, inebriai-vos, queridos!” (5, 1).
3. Os sacramentos realizam a salvação que eles significam. Portanto, por certa semelhança pode-se dizer que neste sacramento o corpo de Cristo se oferece pela salvação do nosso corpo e o sangue pela da alma, ainda que ambos atuem em benefício da salvação do corpo e da alma. Pois, sob ambos está Cristo inteiro. Embora o corpo não seja sujeito imediato da graça, desde a alma redunda o efeito da graça sobre ele; assim na vida presente “oferecemos os nossos membros a Deus como armas de justiça”, como diz Paulo (Rm 6, 13), e no futuro, o nosso corpo gozará da incorruptibilidade e glória da alma.

Fonte: http://sumateologica.wordpress.com/

domingo, 16 de dezembro de 2012

O sacramento da Eucaristia é necessário para a salvação?


Tintoretto, A Última Ceia, 1592

Poderia parecer que a eucaristia é necessária à salvação, visto que:
1) Com efeito, o Senhor diz: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 54). Ora, neste sacramento se come a carne de Cristo e se bebe o seu sangue. Logo, sem ele o homem não pode ter a salvação da vida espiritual.
2) Além disso, este sacramento é um alimento espiritual. Ora, o alimento corporal é necessário para a saúde do corpo. Logo, também este sacramento é necessário à salvação espiritual.
3) Ademais, o batismo é o sacramento da paixão do Senhor, sem a qual não há salvação. O mesmo vale para a eucaristia, pois o Apóstolo diz: “Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que ele venha” (I Cor 11, 26). Logo, como o batismo é necessário à salvação, também o é este sacramento.
Em sentido contrário, escreve Agostinho: “Não penseis que as crianças pequenas não podem ter a vida por não terem parte no corpo e sangue de Cristo”.


RESPONDO
É preciso considerar duas coisas neste sacramento: o sinal sacramental e arealidade do sacramento. A realidade do sacramento é a unidade do corpo místico, sem a qual não pode haver salvação, porque ninguém tem acesso à salvação fora da Igreja, como tampouco no dilúvio houve salvação fora da arca de Noé, que significa a Igreja. Mas também se disse que a realidade de um sacramento pode ser obtida antes da recepção do sacramento, pelo desejo de receber o sacramento. Portanto, antes da recepção deste sacramento, o homem pode ter a salvação pelo desejo de recebê-lo, como antes do batismo, por seu desejo.
Mas há uma diferença em dois pontos.
Primeiro: o batismo é o princípio da vida espiritual e a porta dos sacramentos, enquanto a eucaristia é como aconsumação da vida espiritual e a meta de todos os sacramentos. A santificação obtida nos demais sacramentos é preparação para receber ou consagrar a eucaristia. Assim, receber o batismo é necessário parainiciar a vida espiritual, enquanto receber a eucaristia é necessário para levá-la a termo, não para tê-la simplesmente; para tanto, basta tê-la em desejo, pois no desejo e na intenção está presente a meta.
Segundo: outra diferença está em que pelo batismo o homem é orientado à eucaristia. Assim, pelo fato mesmo de serem batizadas, as crianças são orientadas pela Igreja para a eucaristia. Deste modo, como crêem pela fé da Igreja, pela intenção da Igreja desejam a eucaristia e, por conseguinte, recebem sua realidade. Mas, como não se orientam ao batismo por um sacramento precedente, antes de receber o batismo, as crianças não têm de modo algum o batismo em desejo, somente os adultos. Assim não podem receber a realidade do sacramento sem que recebam o próprio sacramento. Por conseguinte, este sacramento não é necessário à salvação como o batismo.

Quanto aos argumentos iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1) Explanando aquela palavra de João “Este alimento e bebida”, isto é, de sua carne e seu sangue, Agostinho esclarece: “O Senhor quer que seja entendido como a comunhão de seu corpo e de seus membros que é a Igreja, nos santos e fiéis predestinados, chamados, justificados e glorificados”. E diz ainda na carta a Bonifácio: “Ninguém discuta, de modo algum, que cada fiel se torna participante do corpo e sangue do Senhor, quando no batismo se faz membro do corpo de Cristo; e não deve julgá-lo alheio à comunhão do pão e do cálice, mesmo que, constituído na unidade do corpo de Cristo, parta deste mundo antes de comer daquele pão e de beber do cálice”.
2) Há uma diferença entre o alimento corporal e o espiritual. O alimento corporal se converte na substância daquele que se nutre dele e por isso não adianta à conservação da vida a não ser que seja realmente consumido. O alimento espiritual, porém, transforma o homem naquilo que ele come. Agostinho narra ter como que ouvido a voz de Cristo que lhe dizia: “Tu não me mudarás em ti, como fazes com o alimento de tua carne, mas te transformarás em mim”. Ora, podemos mudar-nos em Cristo e incorporar-nos a ele pelo desejo do espírito, mesmo sem receber este sacramento. Assim, neste ponto não se pode fazer uma comparação entre o alimento corporal e o espiritual.
3) O batismo é o sacramento da morte e paixão de Cristo, enquanto o homem nasce de novo em Cristo pela força de sua paixão. Mas a eucaristia é o sacramento da paixão de Cristo enquanto leva o homem à perfeição na união ao Cristo da paixão. Por isso, como o batismo se chama sacramento da fé, que é o fundamento da vida espiritual, a eucaristia se chama sacramento da caridade, que é o “vínculo da perfeição”, como diz Paulo.

Fonte: ST, III, 73,3

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Pode um mau sacerdote celebrar a Eucaristia?




Parece que um mau sacerdote não pode celebrar a Eucaristia:


1. Com efeito, Jerônimo diz: “Os sacerdotes que são ministros da Eucaristia e distribuem o sangue do Senhor, agem de modo ímpio contra a lei de Cristo, ao pensarem que a Eucaristia se realiza pelas palavras de quem as recita e não pela sua vida, e que basta a oração solene e não os méritos do sacerdote. Destes sacerdotes, se diz: O sacerdote que se contaminar de alguma mancha, não se aproxime para apresentar as oferendas ao Senhor”. Ora, o sacerdote pecador, manchado pelo pecado, não tem vida nem méritos condizentes com este sacramento. Logo, o sacerdote pecador não pode celebrar a Eucaristia.



2. Além disso, Damasceno diz: “O pão e o vinho, pela vinda do Espírito Santo, se convertem de maneira sobrenatural no corpo e sangue do Senhor”. Ora, o papa Gregório observa e consta nos Decretos: “Como virá o Espírito celeste invocado para a consagração do mistério divino, se o sacerdote que o invoca está comprovadamente cheio de ações pecaminosas?”. Logo, um sacerdote mau não pode celebrar a Eucaristia.



3. Ademais, este sacramento se consagra pela bênção do sacerdote. Ora, a bênção de um sacerdote pecador não é eficaz para a consagração deste sacramento, já que está escrito: “maldirei vossas bênçãos”. Também Dionísio escreve: “Aquele que não é iluminado, decaiu plenamente da ordem sacerdotal. Parece-me uma audácia que alguém estenda a mão sobre os mistérios sacerdotais e ouse pronunciar em nome de Cristo, não digo orações, mas infâmias imundas sobre os símbolos divinos”.





EM SENTIDO CONTRÁRIO, (RESPONDE SANTO TOMÁS)



Agostinho escreve: “Na Igreja Católica, o mistério do corpo e do sangue do Senhor não se realiza mais pelo bom sacerdote, nem menos pelo mau sacerdote. Pois, ele se realiza, não pelo mérito do consagrante, mas pela virtude do Espírito Santo”.



O sacerdote consagra este sacramento não por poder próprio mas enquanto ministro de Cristo, em cuja pessoa celebra. Pelo fato de alguém ser mau não deixa de ser ministro de Cristo. O Senhor tem bons e maus ministros ou servos. Por isso, o Senhor diz: “Qual é, pois, o servo fiel e prudente” e depois acrescenta: “Mas se este mau servo disser em seu coração” etc. E o Apóstolo também diz: “Considere-nos o homem como servos do Cristo”. Mas, no entanto, ajunta em seguida: “A minha consciência, por certo, de nada me acusa, mas não é isso que me justifica”.



Ele tinha certeza de ser ministro de Cristo, mas não de ser justo. Pode alguém, portanto, ser ministro de Cristo, mesmo que não seja justo. Pertence à grandeza de Cristo que tanto os bons quanto os maus o sirvam, como a verdadeiro Deus, e que, pela sua providência, sejam ordenados para a sua glória. Por isso, é claro que os sacerdotes, embora não sejam justos, mas pecadores, possam celebrar a Eucaristia.



Quanto às objeções iniciais, portanto, deve-se dizer que:



1. Jerônimo condena o erro de sacerdotes que pensavam poder celebrar a Eucaristia dignamente pelo simples fato de serem sacerdotes, mesmo que pecadores. É isto que ele reprova, ao citar que os manchados estão proibidos de se aproximar do altar. Isto não impede, porém, que, se eles se aproximarem do altar, o sacrifício oferecido seja verdadeiro.



2. Antes daquelas palavras, o papa Gelásio tinha dito: “O culto sagrado conforme a disciplina católica exige tanto respeito que ninguém ouse aproximar-se dele a não ser com consciência pura”. Aí aparece claramente a intenção de que o sacerdote pecador não deve aproximar-se deste sacramento. Por isso, o que se segue “como o espírito celeste invocado virá” deve ser entendido que ele não vem pelo mérito do sacerdote, mas pelo poder de Cristo, cujas palavras o sacerdote pronuncia.



3. Uma mesma ação, feita pela intenção perversa do servo, pode ser má, torna-se, no entanto, boa, pela boa intenção do senhor que a faz. Assim também, a bênção do sacerdote pecador, enquanto é feita por ele indignamente é digna de maldição e merece o nome de infâmia ou blasfêmia e não de oração. Ao invés, enquanto é pronunciada na pessoa de Cristo, é santa e eficaz. Por isso, diz-se expressamente: “maldirei vossas bênçãos”.




Suma Teológica III, q.82, a.5




http://sumateologica.wordpress.com/

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Santíssima Virgem vela sobre as Santas Hóstias Paterno (Itália) — 1772




Em 28 de janeiro de 1772, a aldeia de São Pedro de Paterno, situada a cerca de duas milhas de Nápoles, foi teatro de horrível sacrilégio: uns ladrões roubaram do tabernáculo dois cibórios contendo uma centena de hóstias consagradas, que foram depois encontradas graças a uma intervenção milagrosa: apareceram luzes nos dois lugares onde haviam sido escondidas. A primeira vez, na manhã de 26 de fevereiro desse mesmo ano, um Sacerdote de Nápoles, cavando a terra ao pé de um álamo que se tornara resplandecente, teve a consolação de recolher quarenta: apesar de um rigoroso inverno e chuvas torrenciais, estavam brancas, intactas, em perfeito estado de conservação, tendo apenas as bordas levemente salpicadas de lama. Além disso, a terra que estivera em contacto com o Corpo de Jesus Cristo, e que se recolhera absolutamente seca em uma toalha muito limpa, começou a destilar uma água puríssima. Na tarde da quinta feira seguinte as outras hóstias foram encontradas da mesma maneira milagrosa: como as primeiras, estavam perfeitamente conservadas.

Apraz-nos citar aqui o testemunho do Cura de Paterno, Matias d'Anna, e que constitui o eco de uma tradição corrente no lugar. Durante o tempo decorrido entre o roubo sacrílego e a aparição das luzes, um arrieiro chamado Francisco Jodice, de 27 anos de idade, ao voltar de Nápoles à tarde, via sempre, no lugar onde as hóstias haviam sido enterradas, uma senhora que se apoiava numa árvore. Uma tarde, atreveu-se a perguntar-lhe o que fazia tão sozinha nesse lugar: "Estou aqui, lhe responde Ela, fazendo companhia a meu Filho!" Quando as hóstias consagradas foram descobertas, todos compreenderam que esta senhora devia ser a augusta Virgem Maria.

O Vigário Geral de Nápoles fez o reconhecimento canônico das santas Espécies, objeto de tantas maravilhas, e encerrou-as em dois cilindros de cristal fechados com aros de prata, afim de que pudessem elas ser expostas a veneração dos fiéis. 

(Os Milagres históricos do Santíssimo Sacramento, pelo Padre Eugênio Couet).

PRATICA — Em todas as comunhões pedir, por intercessão de Maria, a pureza de uma vida perfeita.

JACULATÓRIA — Cantaremos vossos louvores, ó Maria, gloriosa cidade do Deus Eucarístico!

Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com.br/

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dogmas da Sacramento da Eucaristia



EUCARISTIA É VERDADEIRO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO

                                   
  

   O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), declara:

·        "Se alguém disser que os Sacramentos da nova Lei não foram instituídos todos por Jesus Cristo, e que são sete: Batismo, Eucaristia... e que algum destes não é verdadeiro e propriamente Sacramento, seja excomungado."

Sagradas Escrituras:

·        Nosso Senhror Jesus Cristo instituiu a Eucaristia se vê em suas palavras: "Fazei isto em memória de Mim..." (Lc 22,19). Nelas se cumprem todas as notas essenciais da definição do Sacramento:
·        A matéria: o pão e vinho.
·        A forma: as palavras da consagração.
·       A graça interna: indicada e produzida pelo signo é a união com Cristo e a vida eterna:
1.     "Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele" (Jo 6,56).
2.     "Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna." (Jo 6,54).

CRISTO ESTÁ PRESENTE NO SACRAMENTO DO ALTAR PELA TRANSUBSTANCIAÇÃO DE TODA A SUBSTÂNCIA DO PÃO EM SEU CORPO E TODA SUBSTÂNCIA DO VINHO EM SEU SANGUE

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara:

·        "Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama 'Transubstanciação', seja excomungado." (Dz. 884-877).

   "Transubstanciação" é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo.
Sagradas Escrituras:
·        Mc 14,22: "Tomai, este é Meu Corpo...".


   Os Dogmas nos levam a ter zelo em receber Nosso Senhor na  Hóstia Consagrada, dignamente BEM VESTIDOS, DE JOELHOS E NA BOCA (com atos externos e internos) pois estamos diante de Deus que mereçe toda a honra e toda a glória, não recebe-Lo na mão como se fosse um simples pedaço de pão. 


Fonte: http://gstomasdeaquino.blogspot.com.br/     

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sobre a Comunhão frequente - Parte 2 - Final - Santo Afonso de Ligório




Disse Santo Afonso Maria de Ligório:


Mas por que Jesus Cristo deseja tanto que o recebamos na Sagrada Comunhão?Eis a razão.DizSão Dionísio que o amor sempre aspira e tende à união.

Os amigos, que se amam de coração, querem estar unidos de tal modo que formem uma só pessoa, diz Santo Tomás. Ora, isto fez o imenso amor de Deus para com os homens.Deus não só se dá a eles no reino eterno, mas já neste mundo se deixa possuir pelos homens na união mais íntima possível.Dá-se todo sob as aparências de pão no sacramento da Eucaristia.


Ali está como atrás de um muro e dali nos olha como através de apertadas grades: "Ei-lo atrás de nossas paredes, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades". Ainda que nós não o vejamos, ele de lá nos observa e lá está realmente presente.Está presente para deixar-se possuir por nós mas se esconde para que o desejemos. Enquanto não chegamos até o paraíso, Jesus Cristo quer dar-se todo a nós e estar intimamente unido conosco.


http://catolicostradicionais.blogspot.com.br/