Bem vindo ao Apostolado Beata Imelda e Eucaristia!

A nossa intenção é a de divulgar a história da Bem-Aventurada Imelda Lambertini, dominicana, que faleceu aos 11 anos de idade logo após a sua Primeira Comunhão. O conteúdo do blog se restringirá apenas à meditações sobre a vida e exemplo da Beata Imelda Lambertini e também a postagens de textos e escritos dos mais diversos santos que tenham registrado documentos à respeito da Santa Missa e da Santíssima Eucaristia.

"Não sei como as pessoas não morrem de alegria ao receberem Nosso Senhor na Eucaristia!" (Beata Imelda Lambertini).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte III)



III. Que fez a Santíssima Virgem no Cenáculo? Adorou; foi a Rainha e a Mãe dos adoradores; foi, numa palavra, Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Vossa ocupação durante este mês será honrá-lA sob este belo título, meditar o que Ela fazia, e procurar compreender como Nosso Senhor aceitava as Suas adorações; descobrireis a perfeita união desses dois corações: o de Jesus e o de Maria, perdidos num só amor, em uma única e mesma vida. É necessário que a vossa piedade levante o misterioso véu que esconde a vida adoradora de Maria.

Ficamos admirados de que os Atos dos Apóstolos nada nos digam a respeito, e se contentem em deixar Maria no Cenáculo. Ah! é que toda a sua vida aí foi unicamente uma vida de amor e de adoração.
Como descrever o amor e a adoração? Como exprimir esse reinado de Deus na alma, e esta vida da alma em Deus? Não se pôde explicar; a linguagem não tem expressões para interpretar as delícias do céu, e assim acontece com a vida de Maria no Cenáculo.
São Lucas apenas nos diz que ali Nossa Senhora vivia e orava. Compete à meditação e ao amor estudar o interior desta vida. Tudo o que nos for possível avaliar de potência no amor, e de santidade e perfeição nas virtudes, podemos atribuir a Maria; mas, porque Ela viveu ali de união ao Santíssimo Sacramento, durante mais de vinte anos, todas as suas virtudes se revestiam do caráter eucarístico, alimentadas que foram pela comunhão, pela adoração, por

uma constante união a Jesus Eucaristia. As virtudes da Santíssima Virgem atingiram no Cenáculo o apogeu de sua perfeição, uma perfeição ilimitada, por assim dizer, e somente ultrapassada pela perfeição das virtudes de Jesus Cristo.
Pedi a Nosso Senhor que vos revele o que se passava no Cenáculo entre Ele e sua Mãe; Ele vos dirá, certamente, algumas dessas maravilhas; não todas, porque não poderíeis entendê-las, porém uma parte, e isso fará a vossa felicidade.
Quanto me sentiria feliz se pudesse compor um mês de Maria adoradora! Para isto é necessário rezar e meditar muito; é preciso compreender a ação de graças do amor de Maria. Eis o que eu desejo ardentemente; mas, para consegui-lo, é mister maior preparação. (1)



(1) 0 Bem-aventurado pôs mãos à obra; deixou-nos algumas meditações sobre a vida adoradora de Maria. Penetrou no íntimo da vida de Nossa Senhora e procurou nos revelar os sentimentos de seu coração, a intensidade do seu amor. São estas as meditações que se encontram no presente volume. [...] Afim de apresentar uma delas, reunimos todas as instruções do Bem-aventurado sobre a SSmn. Virgem, nas quais, sem excepção, ele nos apresenta Maria unida a Jesus Cristo e d'Ele recebendo ou a Ele referindo todas as suas graças e perfeições; e visto que a Eucaristia é o próprio Jesus Cristo, a Santa Virgem é, consequentemente, nestas meditações, Nossa Senhora do SSmo. Sacramento.

A adoração de Súplica de Maria Santíssima (parte I)



I. Maria dedicava-se totalmente à glória de Jesus na Divina Eucaristia. Sabia que o desejo do Pai Celestial era vê-la conhecida, amada e servida por todos; sabia também que o Coração de Jesus sente, por assim dizer, necessidade de comunicar aos homens todos os seus dons de graça e de glória; que a missão do Espírito Santo é difundir e aperfeiçoar nos corações o reinado de Jesus Cristo; que a Igreja foi expressamente fundada para dar Jesus ao mundo; por isto, todo o desejo de Maria era torná-lO conhecido em seu Sacramento; seu imenso amor para com Jesus tinha necessidade de expandir-se e dilatar-se para, de algum modo, compensá-la da impossibilidade em que se achava de glorificá-lo tanto quanto houvera desejado.

Desde o Calvário, todos os homens se haviam tornado seus filhos; amava-os com ternura de mãe e desejava-lhes tanto bem quanto a si mesma; eis a razão pela qual anhelava ardentemente dar a conhecer a todos Jesus Sacramentado, inflamar em santo amor os corações e prendê-los ao seu amável serviço.

A fim de conseguir tal graça, a Santíssima Virgem desempenhava aos pés da Eucaristia uma missão perene de oração e de penitência; ali tratava da salvação do mundo, e em seu imenso ardor abraçava as necessidades dos fiéis de todos os lugares e de todos os tempos vindouros que haveriam de herdar a devoção à Divina Eucaristia, consagrando-se ao seu ser-vocação à Divina Eucaristia, consagrando-se ao seu serviço.

Entretanto, a missão mais cara ao seu coração, era e trabalhos dos Apóstolos e dos demais membros do Sacerdócio de Jesus Cristo. Não é, pois, de estranhar que estes obreiros apostólicos convertessem tão facilmente nações inteiras, pois que Maria, permanecendo aos pés do trono das misericórdias, implorava para eles a bondade do Senhor. Sua oração convertia as almas e visto que toda a conversão é fruto da prece e que a súplica de Maria não poderia sofrer recusa, é evidente que os Apóstolos possuíam nesta Mãe de bondade sua melhor auxiliar. "Bem-aventurado aquele por quem Nossa Senhora reza."

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento



São João Evangelista

O capelão de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento


Sentimos necessidade de um modelo, um patrono, um guia, em nossa devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Escolheremos São João Evangelista. Jesus lhe confiou sua Mãe, e São João celebrava diariamente a Santa Missa em presença de Maria; era ele que, tomando de sobre o altar o Pão divino, o depunha nos lábios da Santíssima Virgem: "Mãe, eis vosso filho!" Ecce filius Tuus! ó meu Deus! que palavra e que momento! São João foi testemunha das adorações de Maria; foi o confidente de seu amor; e se ele conseguiu falar tão divinamente da Eucaristia, se entoou esse belo cântico de ação de graças que o seu Evangelho encerra, foi porque, além de o haver recolhido dos próprios lábios de Jesus, escutou a Santa Virgem repeti-lo. "O Salvador deu São João à Maria, diz M. Olier, não somente para que ele ficasse em seu lugar de filho, mas ainda para que proporcionasse a sua Mãe Santíssima, pelos santos mistérios que celebrava para Ela, e segundo suas intenções, o meio de lhe satisfazer os anelos ardentes do coração quanto ao estabelecimento da Igreja; e também o meio de se consolar da ausência de seu Filho, que era a felicidade de se nutrir diariamente de seu divino Corpo." (Vida de M. Olier, tomo II, 3ª. parte, p. 207).

Haveis de nos ensinar, ó glorioso Capelão do Cenáculo, a conhecer os mistérios da vida de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento; fazei que possamos partilhar as suas disposições, todas às vezes, que, a seu exemplo, recebermos ou adorarmos o Deus da Eucaristia.


PRÁTICA — Cumprir todos os deveres eucarísticos em união a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
JACULATÓRIA — Salve, ó Maria, de quem nasceu Jesus-Hóstia!



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Excertos do livro: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado(*) Pedro Julião Eymard, o fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946
(*) Sua canonização se deu em dezembro de 1962

sábado, 27 de outubro de 2012

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte II)



II. Visto que somos consagrados de uma maneira especial ao serviço da Eucaristia, e que somos adoradores, é nessa qualidade que devemos um culto particular a Maria.
Religiosos do Santíssimo Sacramento, Servas do Santíssimo Sacramento. Agregados do Santíssimo Sacramento, somos, pelo nosso estado, adoradores da Eucaristia; é o nosso belo título, abençoado por Pio IX. Que quer dizer adoradores? Quer dizer que somos ligados à Pessoa adorável de Nosso Senhor vivendo na Eucaristia. Mas, se pertencemos ao Filho,
também pertencemos à Mãe; se adoramos o Filho, devemos honrar a Mãe, e somos obrigados, para entrar plenamente na graça de nossa vocação, e nela permanecer, a prestar um culto especial à Santíssima Virgem como Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Esta devoção não está muito espalhada, e este culto ainda não foi explicitamente adotado pela Igreja. É que o culto de Maria segue o de Jesus; segue-lhe as fases e o desenvolvimento. Quando honramos Nosso Senhor na Cruz, oramos a Nossa Senhora das Dores; quando meditamos a vida submissa e retirada de Nazaré, tomamos por modelo Nossa Senhora da vida oculta; a Santíssima Virgem acompanha todos os estados de seu Filho.

Maria ainda não tinha sido saudada com esse belo título de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Eis que o culto da Eucaristia se propaga; jamais, como em nossos dias, foi êle tão grande, tão universal; espalha-se por toda parte.

É a graça trazida ao mundo pela Imaculada Conceição. Sem dúvida, a devoção ao Santíssimo Sacramento não é nova; mas, presentemente, há uma outra manifestação da Eucaristia: o Deus oculto sai de seu Tabernáculo; por toda parte, dia e noite, faz-se a Exposição do Santíssimo Sacramento; a Eucaristia vai se tornar uma fonte de salvação para este século; o culto da Eucaristia será a sua glória e grandeza. Pois bem; a devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento crescerá com o culto da Eucaristia.

Ainda não encontrei esta devoção explicada em livro algum; jamais ouvi falar nela, a não ser nas revelações da Madre Maria de Jesus, onde li alguma coisa da Comunhão de Maria, e nos Atos dos Apóstolos, em que vemos Maria no Cenáculo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Da meditação sobre a Eucaristia por meio de Maria Santíssima(parte I)



I. A profissão especial que fazemos de honrar a Eucaristia não deve diminuir a nossa devoção para com a Santíssima Virgem. Longe disso! Proferiria uma blasfêmia quem dissesse; Basta-me o Santíssimo Sacramento; não preciso de Maria! — Mas, onde encontraremos Jesus na terra senão em seus braços?

Não foi Ela que nos deu a Eucaristia? Foi o seu consentimento à Encarnação do Verbo no seu seio que iniciou o grande mistério de reparação para com Deus e de união conosco que Jesus realizou durante sua vida mortal e continua agora no Santíssimo Sacramento.

Sem Maria não poderíamos ir a Jesus, porque Ela O possui em seu coração: aí encontra Ele as suas delícias, e todos que quiserem conhecer as virtudes íntimas de Jesus, seu amor recôndito e privilegiado, devem procurá-los no Coração de Maria; os que amam esta boa Mãe encontram Jesus em seu coração tão puro.

Oh! jamais separemos Jesus de Maria; não poderíamos ir a Ele sem passar por Ela. Ouso mesmo afirmar que quanto mais amarmos a Eucaristia, tanto maior será nosso amor para com a Santíssima Virgem; amamos tudo quanto ama um nosso amigo; ora, existe por ventura uma criatura mais amada de Deus, mãe que tenha sido mais ternamente querida por seu filho do que foi Maria por Jesus?

Oh! sim, Nosso Senhor teria grande pesar se nós, servos de sua Eucaristia, não honrássemos deveras a Maria, porque Ela é sua Mãe; Nosso Senhor tudo lhe deve na ordem de sua Encarnação e de sua natureza humana; foi pela carne que d'Ela recebeu que Ele tanto glorificou a seu Pai, que nos salvou e que continua a alimentar e salvar o mundo no Santíssimo Sacramento.

Nosso Senhor quer que A honremos tanto mais agora quanto em sua vida mortal Ele pareceu ter se descuidado de fazer. Sem dúvida Ele A honrou em sua vida particular; porém, em público, deixou-A na sombra; antes de tudo tinha que afirmar e sustentar a sua dignidade de Filho de Deus.

Mas hoje Nosso Senhor quer que de algum modo indenizemos à Santíssima Virgem de tudo quanto Ele não pôde fazer exteriormente por Ela; e somos obrigados, no interesse de nossa salvação, a honrá-l'A como Mãe de Deus e como nossa própria Mãe.

O prêmio de uma Santa Missa celebrada em honra de Maria



Uma grande pecadora conservara, em sua vida de desordens, o costume de recitar diariamente uma Ave Maria, e mandou celebrar, num dia de sábado, o Santo Sacrifício em honra da Santíssima Virgem para obter sua proteção na hora da morte. Chegando esse instante supremo, o demônio se apresentou imediatamente, com rugidos ameaçadores, para se apoderar da pobre alma.   Maria, porém, não se esquecera da Missa celebrada em sua honra: arrebata, pois, das garras do demônio, essa alma que ele já se apressava em lançar no abismo eterno. "Não sabes tu, monstro do inferno, lhe diz Maria, que esta alma chamava por mim todos os dias, e que mandou celebrar uma vez a Santa Missa em minha honra?" — É verdade, replica Satanás, é inumerável, porém a multidão de seus crimes! — “Convence-te, retruca a Santíssima Virgem, que não pode perecer a alma que recorre a mim.” O demônio derrotado com esta resposta, fugiu soltando gritos horríveis, e Maria, radiante de júbilo, levou para o céu essas almas feliz, gloriosa conquista de seu amor materno.

(Laghi. c. LXXIX).